Grupo de estudo

ividam-se em grupos de três e produzam uma dissertação sobre as guerras napoleônicas do ponto de vista russo na literatura. Oito a dez páginas. Normas ABNT. Entrega até o dia 20 deste mês. Não vou tolerar atrasos.

A professora de literatura leste-europeia só se expressava em tom ameaçador. Era uma das docentes mais temidas do curso de letras e, além de distribuir notas abaixo da média, tinha uma aparência esquálida, um rosto angular e uma voz de tia fumante, características que só a deixavam ainda mais aterrorizante.

— Ei, vamo fazer junto esse trabalho? — Pedro cutucou o ombro da menina sentada na carteira à frente. Ele não a conhecia muito bem. Só sabia que seu nome era Elena por causa da chamada e porque ela interagia bastante com a professora durante a aula. Uma intragável sabe-tudo. O que fazia dela uma perfeita companheira de grupo, porque ele não sabia nada acerca do ponto de vista russo sobre as guerras napoleônicas.

Ela se virou com alguma surpresa e hesitou por um momento.

— Hmm, pode ser. Um amigo meu pode fazer com a gente? Ele não veio hoje.

Pedro já conhecia a voz da moça por suas frequentes intervenções na aula, mas não pode deixar de se surpreender com a peculiaridade de seu timbre. Grave como o de uma mulher com pelo menos uns quinze anos a mais do que ela, que devia ter por volta da idade dele, 23. Suave e forte como o de uma cantora europeia que usa a vibração da voz quase como um instrumento.

— Claro, problema nenhum. Então nosso trio tá fechado, né? — disse Pedro, levantando-se da cadeira.

— Isso. Ah, eu sou a Elena — disse, oferecendo-lhe a mão.

— Eu sou o Pedro, prazer.

— Prazer. O nome do meu amigo é Pedro também — ela disse com um sorriso aberto. Ele reparou que ela tinha uma fenda entre os dentes da frente. Normalmente, chamaria essa característica de defeito, mas, a ela, conferia certo charme. Combinava com o conjunto. Cabelos castanhos escuros encaracolados, à altura dos ombros. Pele âmbar, mistura das três cores que compõem a população brasileira. Rosto carregado de feições iorubás. Usava um vestido envelopado azul escuro com estampa floral clássica — ela sempre usa vestidos ou saias; nunca a havia visto com uma calça jeans, por exemplo. A peça destacava cada relevo de seu corpo: os seios cheios, cuja curva era parcialmente revelada por uma gola V; a cintura marcada; os quadris tímidos. Seguia até acima dos joelhos.

— Ah, que coincidência — ele respondeu, meio sem graça. — Me passa seu WhatsApp pra gente marcar de fazer o trabalho?

Ela recitou seu número — uma abundância de números seis — e depois rumou para a porta da sala. Ele quis segui-la, mas não o fez.

Na noite daquele mesmo dia, ele a chamou no WhatsApp.

<<Oi! Tudo bem? Aqui é o Pedro, da aula da Carmen. A gente vai fazer juntos aquele trabalho das guerras napoleônicas>>

Eram 21h43. Elena estava online. Para a sua surpresa, ela respondeu apenas dois minutos após ele tê-la chamado.

<<Oi, Pedro! Como é que tá? Vou criar um grupo com o meu amigo, tudo bem?>>

Poucos minutos depois, ela já havia criado o grupo de WhatsApp. Chamava-se “Tolstói é meu pastor”, mas tinha como ícone uma pintura de Napoleão. Essa aparente incoerência o fez rir. Elena não perdeu tempo e já mandou uma mensagem para o grupo:

<<Oi, gente. O que vocês acham de a gente se reunir na quinta, umas 18h, depois da última aula?>>

Pedro respondeu:

<<Por mim, tudo bem>>

O outro Pedro só respondeu cerca de uma hora e meia depois e também não fez objeção quanto ao dia e horário.

Na quinta, às 18h, Pedro foi encontrar Elena na cafeteria da faculdade. Ela estava com uma saia preta rodada, com botões na frente, cujo cumprimento não chegava ao joelho, e uma camisa branca simples. O cabelo, preso em um coque baixo. Um visual deveras solene, clássico.

— O Pedro já tá chegando. Disse que estaria aqui em cinco minutos — ela o informou. E ele comemorou esse tempo ínfimo que teria sozinho com ela.

— Show. E aí, como foi a sua semana? — ele perguntou e se chutou mentalmente por não ter pensado em uma pergunta melhor.

— Cansativa. Eu tô fazendo oito matérias esse semestre. Pra compensar o semestre anterior, em que fiz intercâmbio.

— Ah, é? Que demais isso — admirou-se Pedro. Ela era realmente outro patamar. E a ausência explica o fato de só tê-la conhecido neste semestre — Pra onde você foi?

— Pra Sorbonne, em Paris — ela afirmou, com evidente orgulho e um sotaque francês levemente esnobe ao pronunciar Sorbonne.

— Que isso, hein? Chique.

Se essa conversa estivesse acontecendo via WhatsApp e não ao vivo, ele teria mandado a figurinha do Shrek com a boca curvada para baixo.

O outro Pedro chegou e trocou beijos na bochecha com Elena e um aperto de mão com Pedro.

— Perdão pelo atraso, pessoal.

O amigo de Elena era um rapaz branco, de cabelos pretos e lisos, um pouco mais baixo que Pedro, porém mais encorpado. Pedro se sentiu mal por um momento devido ao excesso de ossos que carregava. O outro Pedro vestia uma calça jeans básica e uma camisa azul marinho igualmente básica. Ele era o que os homens chamam de “pintoso”.

— Eu moro perto daqui. É só a gente pegar o 457 — informou Elena, e eles rumaram para o ponto de ônibus.

No coletivo, Elena sentou-se à janela, ao lado do outro Pedro, fato lamentado pelo nosso Pedro, que sentou na cadeira à frente à de Elena. Como o veículo estava vazio, ele se sentou de lado para poder olhá-la e conversar com ela.

— Vocês sabem alguma coisa sobre o tema do trabalho? — Pedro perguntou algo tímido.

— Sim, eu fiz uma eletiva com a Carmen no começo da faculdade e ela falou um pouco sobre as guerras napoleônicas. Eu resgatei as referências que ela deu e já separei pra gente.

— Mulheres eficientes — respondeu Pedro. A ele, ela parecia cada vez menos intragável.

— O que seria de mim sem você? — o outro Pedro perguntou e tascou um beijo na bochecha de Elena, o que deixou Pedro incomodado.

— Você mora aqui em Botafogo? — perguntou para Elena.

— Laranjeiras — ela retorquiu, abandonando o olhar do outro Pedro.

Poucos minutos depois, Elena os instruiu a levantar do banco e puxou a cigarra. Eles desceram na Pinheiro Machado, em frente ao Fluminense, e caminharam por cerca de dois minutos, até um prédio com ar antigo, porém bonito e bem conservado. Elena cumprimentou o porteiro e os liderou até o elevador. Ele subiu até o nono andar e abriu diretamente para dentro de um espaçoso apartamento. Pedro, que nasceu e criou-se em Irajá, na zona norte da cidade, impressionou-se com a imponência daquele lugar. Ela não passava a imagem de ser uma burguesa da zona sul, apesar de seu linguajar algo rebuscado. Ele tentou não mostrar-se boquiaberto.

— Vocês querem água, suco, alguma coisa? — ofereceu Elena, levando-os para a cozinha, tão impressionante quanto a sala.

Elena abriu a geladeira, e Pedro não pode deixar de reparar na fartura contida no refrigerador. Era uma miscelânea de cores. Como um quadro de Cézanne.

Ele pediu apenas uma água, servida por Elena. O outro Pedro bebeu uma lata de Coca-Cola. Ele parecia bastante à vontade. Talvez já tivesse ido muitas vezes ali, amigos que eram — Pedro torcia para que eles fossem apenas amigos.

Rumaram para o quarto de Elena, uma amplo espaço com pôsteres coloridos, uma enorme estante de livros e uma cama de casal que aparentava ser muito confortável. No chão, um carpete branco denotava a imaculada limpeza com que a casa era mantida. Ele não viu uma empregada ou os pais de Elena, mas provavelmente alguém muito dedicado se encarregava do aprumo do local.

Eles se sentaram sobre o carpete e começaram a trabalhar, liderados por Elena, que segurava em seu colo um MacBook de última geração.

— Pensei da gente começar com um contexto mais ou menos aprofundado da vida do Tolstói e só depois partir pra Guerra e Paz. O que vocês acham? — perguntou Elena, incisiva e professoral ao mesmo tempo.

Ambos os Pedros concordaram.

Ela começou a escrever, e Pedro só conseguia observá-la. Agora descalça, ainda com a saia preta e com a blusa branca e o coque baixo. Ela, em seu habitat natural, seu quarto, absolutamente no controle da situação, a dona do recinto, do trabalho e dos dois rapazes que a observavam.

E a tarde avançou da mesma maneira que começou. Elena a escrever furiosamente em seu notebook, perguntando por cortesia se os companheiros de grupo concordavam com as diretrizes que ela tomava.

Por volta das 18h30, o outro Pedro começou a ficar inquieto. Claramente entediado, ele inventou a desculpa de que tinha que visitar a avó naquele horário e foi embora. Elena o levou até o elevador. Pedro permaneceu no quarto, nervoso e eufórico com a perspectiva de estar sozinho com Elena, no quarto dela.

Ela voltou com duas Stellas long neck.

— Merecemos uma pausa depois do avanço que fizemos hoje, não é mesmo? — disse ela, divertida, sentando-se no chão de frente para ele.

— O avanço que você fez hoje, né? Desculpa por ser um completo inútil — Pedro disse, com um sorriso amarelo.

— Não seja tão duro consigo mesmo. Só de ter ficado aqui você já fez mais que o Pedro.

Ela se levantou e anunciou que poria uma música. Vasculhou a coleção de vinis de tamanho respeitável e tirou de lá um álbum vermelho e preto. Pôs o disco na vitrola, ajustou a agulha e começou a se balançar enquanto a guitarra soltava os primeiros acordes. Ela dançava de forma suave, quase excêntrica. Não era uma exímia bailarina, mas havia certo charme naquela estranheza. Ele ficou instantaneamente seduzido.

— Transa, do Caetano. Conhece? — ela perguntou, enquanto o puxava pela mão, para que ele se levantasse.

— Nunca ouvi falar. MPB não é o meu forte.

— Então prepare-se para ter sua vida mudada.

You don’t know me. Bet you’ll never get to know me. You don’t know me at all. Feels so lonely, cantava Caetano, com seu inglês abaianado. Elena cantarolava junto e olhava no fundo dos olhos de Pedro, enquanto continuava a dançar suavemente. Eles dançavam com as mãos entrelaçadas, acima de suas cabeças. Elena lançou seu corpo para cada vez mais perto do corpo de Pedro até finalmente largar as mãos dele e apoiar os braços sobre os ombros do rapaz, que encontrava-se quase hipnotizado pelo olhar da menina.

— Show me from behind the wall, why don’t you show me from behind the wall? — cantavam Elena e Caetano.

— Você tem uns olhos… Os seus olham são… — Pedro não conseguia exprimir o que pensava dos olhos dela. Olhos à primeira vista diminutos, por serem puxados como os dos pataxós, mas que, naquela proximidade perigosa, pareciam conter todo o mundo.

Ele lutava para não friccionar sua crescente ereção no corpo de Elena, mas ela parecia não permitir que houvesse um decímetro de distância entre eles. Foi ela quem levantou ligeiramente a saia e posicionou a perna direita entre as pernas dele, para que roçasse em seu volume. Pedro não conteve um gemido com a proximidade e, com aquele encorajamento, beijou-a de forma afoita. Lábios e línguas pareciam performar uma coreografia previamente ensaiada tamanha compatibilidade oscular. Ela acariciava a base de seu cabelo, castanho escuro e encaracolado como o dela. A volúpia do beijo era tão intensa que os óculos de Pedro se entortaram em sua face e estiveram a ponto de cair, mas Elena os resgatou e os repousou na estante, à frente de uma bonita coleção dos romances de Virginia Woolf. Eles recomeçaram, e Pedro não se furtou em explorar o corpo de Elena com suas mãos. Começou pela cintura e desceu lentamente até as nádegas, que foram apertadas com vontade. Elena soltou uma arfada na boca de Pedro, que ficou satisfeito por ter provocado aquela manifestação de prazer. Com uma mão, Elena continuava a acariciar o cabelo de Pedro e com a outra lhe tocou o peitoral. A camisa tinha os dois primeiros botões abertos, e ela pode sentir os pelos de Pedro sob sua mão. O toque dela provocava em Pedro uma descarga poderosa de prazer, como poucas vezes sentira. Após demorar-se um pouco no peitoral, ela subiu para o pescoço, e além de tocá-lo, beijou-o e lambeu-o, o que fez com que Pedro gemesse. Ela reparou em como os gemidos dele eram sexies e percebeu que eles a enchiam de tesão. Tomou para si o desafio de provocar-lhe o máximo de gemidos possíveis. Do pescoço, retornou ao peito com beijos delicados e abriu os botões da camisa até então fechados, um a um. Traçava a linha da camisa com beijos gentis até a base da virilha do rapaz. Depois, fez o mesmo caminho até em cima. Reparou em um sinal que ele tinha na costela esquerda e o beijou ali.

— Dizem que os sinais que nós temos marcam os lugares onde nossos amantes costumavam nos beijar em vidas passadas — contou Elena.

— Então costumavam te beijar aqui. E aqui. E aqui. E aqui — Pedro beijou cada um dos sinais que Elena tem no rosto e por fim beijou seus lábios, ávido.

O pênis de Pedro quase estourava dentro da calça e foi com alívio que ele ouviu Elena demandar:

— Me fode.

— Sim, fodo — foi a resposta automática que ele deu, o que divertiu Elena.

Ela rumou para o armário e retornou com algumas camisinhas na mão. Enquanto isso, Pedro terminava de se despir. O pau carregado de fluxo sanguíneo projetava-se belamente para frente, o que capturou os olhos de Elena.

— Nada mal — avaliou com malícia.

Ela abriu uma das camisinhas e a acomodou no pau do rapaz.

Elena ainda estava completamente vestida. Pedro começou a tirar a blusa da menina, e deliciou-se com a visão de seus grandes seios sob um sutiã bege de bojo. Tentou abri-lo por trás, mas não encontrou o gancho.

— É na frente — rindo-se, Elena assinalou o óbvio.

Pedro tentou abrir por uns dez segundos, por fim desistiu e pediu ajuda à menina. Ela divertiu-se com a situação e imaginou que ele não devia ser tão experiente no departamento sexual.

Assim que viu os seios desnudos de Elena, tocou-os com avidez.

— Que peito gostoso — afirmou antes de abocanhar o seio direito de Elena, enquanto estimulava o mamilo esquerdo da menina.

Enquanto isso, ela se livrou da saia e da calcinha e finalmente pôs-se nua em pelo.

Ficaram cerca de três minutos nessa brincadeira até que ela demandou novamente:

— Me fode.

Ordem acatada por Pedro, que a conduziu até a cama, deitou-a e, ao pôr-se em cima dela, penetrou-a com bastante força logo na primeira estocada. Ela gritou.

— Doeu?

— Sim. Vai devagar no comecinho.

Ele assim o fez. Quando percebeu que a dor havia dado lugar apenas ao prazer, começou a intensificar os movimentos. Os gemidos de Elena o levavam à loucura. Ficou nisso por alguns minutos, enquanto se concentrava para não gozar rápido demais, mas sabia que não conseguiria durar muito.

— Ai, que gostoso. Me fode com mais força, vai — Elena pedia em meio aos gemidos, e ele se sentia impelido a aumentar a intensidade das estocadas.

— Ai, eu vou gozar — avisou.

— Goza, gostoso. Goza pra mim.

Com esse incentivo, ele não se controlou mais e sentiu uma enorme rajada de prazer percorrer todo o seu corpo e culminar na expulsão daquele líquido branco e viscoso.

Ele ainda permaneceu por uns bons segundos dentro de Elena antes de sacar o pau e retirar a camisinha melada.

— Desculpa ter gozado rápido — disse encabulado.

— Problema nenhum. A gente tem muito tempo.

Eles se beijaram, e Pedro levou sua mão até a boceta de Elena, a princípio estimulando-a por fora e em seguida penetrando-a com dois dedos, o que provocou um enorme gemido em Elena.

— Aaaaah, isso, isso. Continua — ela dizia, enquanto mexia os quadris no ritmo em que Pedro a penetrava com os dedos. Ele olhava fundo nos olhos dela enquanto enfiava os dedos ainda mais fundo na vagina dela. Esse contato visual era parte importante do prazer que Elena obtinha naquele momento. Pedro cortou o contato visual a fim de proporcionar-lhe ainda mais prazer: levou sua boca até o clitóris dela enquanto permanecia com os dois dedos dentro de sua xana. Os gemidos de Elena se intensificaram, e ele sentiu que o orgasmo estava próximo, então inverteu os papéis: sua boca foi para a entrada da vagina e os dedos (dessa vez, o polegar) foram para o clitóris. Com o estímulo do dedão no grelo e da língua na xota, penetrando-a como um pênis, Elena atingiu o clímax com um “porra” escapando de sua boca. Pedro engoliu, grato, o mel que jorrou da boceta de Elena.

Em seguida, ele subiu lentamente, beijando a barriga de Elena, os seios da menina até chegar à boca, onde ela pode sentir seu gosto na boca dele. Eles ficaram um bom tempo apenas se beijando — novamente, era tão bom que parecia que eles já haviam feito isso muitas vezes — e se acariciando. O celular de Elena apitou e ela se virou de bruços para alcançá-lo na mesa de cabeceira. Enquanto ela checava suas mensagens, Pedro tocava a bunda dela, apertando de leve.

— Aiiin, que delícia — disse ela, enquanto sentia o pau dele em seu quadril, já endurecendo novamente.

Ele montou nela, sentado em suas pernas, e deu leves mordidas em sua bunda. Depois, pegou uma camisinha na mesa. Com destreza, a pôs em seu pênis e penetrou a boceta de Elena, que gemeu de forma satisfatória.

— Aaaai, que gostoso. Eu amo essa posição — confidenciou Elena.

Pedro fazia movimentos intensos e não se furtava em jogar todo o peso de seu corpo sobre Elena, que continuava a gemer. Ele puxou o cabelo dela sem dó e disse em seu ouvido:

— Gostosa do caralho.

Ele arranhava e beliscava o braço dela, tamanha excitação que o atravessava. Sentir a bunda dela sob sua pélvis era uma das melhores sensações que já experienciara. Com a mão esquerda, continuava a puxar seu cabelo e com a direita segurava a mão da menina com força. Eles dançavam com as mãos entrelaçadas, como outrora. Soltou o cabelo dela e levou sua mão até o farto seio esquerdo de Elena, apertando com força. Ele sentia o crescente prazer da menina. Ela rebolava por baixo dele e seus movimentos eram sincronizados.

— Que isso, garota, como você rebola assim? — ele estava quase fora de si.

Quando sentiu que o ápice estava próximo, enfiou bem fundo na boceta de Elena e cessou os movimentos. Percebendo, ela intensificou os seus, e ele gozou enquanto beijava seus lábios por trás.

Deitaram um ao lado do outro a fim de descansar. Cultivaram o mesmo ritual do outro intervalo: dança de línguas e lábios mais dança de mãos nos relevos de seus corpos.

— Essa é a minha posição favorita. Eu amei que você fez sem que eu precisasse pedir. Parece até que leu meu pensamento — disse Elena.

Paulatinamente, sua mão ia do peitoral rico em pelos de Pedro até sua virilha. Ela viu que ele já estava ficando duro novamente e adorou o fato de ele se regenerar tão rapidamente assim. Masturbou-o enquanto olhava fixamente para os olhos do garoto. Ele retribuía o olhar com a mesma intensidade. Às vezes fechava os olhos devido ao prazer, mas sempre retornava.

— Deixa eu te chupar — demandou Elena. Ele concordou com um aceno de cabeça, quase grato por esse pedido.

— Levanta — ordenou Elena, e Pedro ficou de joelhos na cama. Ela ficou deitada de bruços e começou a chupá-lo, olhando pra cima. O contato visual enlouquecia Pedro, que se deliciava com a destreza da garota no sexo oral. Ele já imaginava que ela pudesse ser boa nisso, uma vez que tem lábios cheios e desenhados no formato de coração, mas a realidade era muito melhor que a imaginação.

— Aaaaaah, caralho, você chupa muito gostoso.

Elena parecia muito satisfeita em fazer aquilo, gemia quase tanto quanto Pedro. Em dado momento, abandonou o pau e se dedicou às bolas dele. Chupou-as com vontade enquanto o masturbava. Depois retornou sua boca ao pau e o chupou até o talo. Isso levou Pedro à Lua, e ele sentiu que estava perto de gozar pela terceira vez. Forçou cada vez mais a cabeça de Elena em direção ao seu pau, e a garota não fez objeção alguma. Ele amava tanto a sensação da glande na garganta que gozou com essa fricção. Elena continuou a chupar até se certificar que tivesse drenado cada centímetro cúbico de porra que saía do pau de Pedro.

— Aparentemente eu sou muito boa nisso — ela disse, com diversão, antes de beijá-lo na boca.

Leitora e escrevedora de transporte público. Instagram: @santosacarolina

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